A jornalista Baby Rizzato estava no salão Sempre Bella na hora do assassinato à sangue frio do cabeleireiro e maquiador Felipe Oliveira.  Ela fazia as unhas quando o crime ocorreu, com o salão bastante movimentado. “Eu estou com o barulho dos tiros ainda na minha cabeça”, afirmou a jornalista.

Baby estava sentada em uma mesa a poucos metros de Felipe, o Poplipe, que conversava com uma outra funcionária quando o assassino entrou correndo e disparou os tiros. “Estou toda descompassada. A moça que estava atrás me puxou para debaixo da mesa, não consegui ver quase nada”, lembra ela, que ficou machucadas nas costas ao cair.

Enquanto o bandido fugia, Baby ficou debaixo da mesa, e pelo chão conseguiu ver o sangue de Poplipe escorrer. Naquele momento, ela já sabia que ele estava morto. “Eu vi que estava morto porque não se mexia mais”.  No momento, ela pensava se tratar de um assalto, mas a hipótese foi afastada, pois Felipe foi o único alvo.

Circuito interno registro o momento do assassinato

A voz da jornalista ao relatar o ocorrido carrega todo o peso do medo e dos segundos de  terror vividos dentro do salão. “Eu estou muito chocada, não sei como se tira a vida de alguém dessa maneira”, desabafou ela.

Baby deixou o salão após a polícia chegar, mas o medo do inesperado a seguiu, como um trauma que não se sabe quando tempo pode levar para apagar da mente.  “Eu estou com medo até de viver. Quando cheguei no meu prédio olhei até para os corredores, para a recepção, para o segurança. Eu estou com medo, com medo, com muito medo. É uma sensação de medo que não sei te explicar”.

(Foto: AC)