O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou nesta segunda-feira que as vagas inicialmente previstas para profissionais cubanos no programa Mais Médicos serão oferecidas a brasileiros formados no Brasil e no Exterior. A decisão foi tomada depois que  Cuba  suspendeu a vinda de 710 profissionais para o programa.

A ação do governo cubano faz parte de uma estratégia para tentar evitar o risco de seus profissionais estreitarem os laços com o Brasil. A  medida é uma reação ao expressivo aumento de ações na Justiça que garantem a permanência de profissionais cubanos no país.

Uma reunião entre representantes do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e do governo cubano está prevista para as próximas semanas. O encontro decidirá a estratégia adotada a partir de agora. O recrutamento de cubanos para o Mais Médicos é fruto de um convênio realizado entre Brasil, Cuba e Opas. O representante da organização no Brasil, Joaquim Molina, afirmou estar esperançoso de que um entendimento seja alcançado.

(Ueslei Marcelino/Reuters/VEJA)