O técnico em eletrônica Alder Ronaldo da Silva Maciel, 46, preso ontem (10) por suspeita de estuprar ao menos 11 mulheres em Manaus, foi apresentado pela polícia na manhã desta quarta-feira (11). De acordo com a delegada do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Allyne Lima, ele, que é casado, contou que não conseguia parar de estuprar.

De acordo com a Polícia Civil (PC), o suspeito estuprava as vítimas dentro de um veículo. A delegada disse que as investigações começaram depois de uma jovem registrar Boletim de Ocorrência por estupro no dia 8 de agosto. Segundo ela, Alder simulou estar armado e a obrigou a entrar no veículo, um Logan de placa OAO-4625.

O suspeito foi preso, no bairro Praça 14, em cumprimento a um mandado de prisão. Nesta quarta-feira, na delegacia, o técnico estava com um livro de reflexão bíblica em um dos bolsos que, segundo ele, foi dado pelo filho.

Consta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que Alder já responde a oito processos por estupro, estupro de vulnerável e atentado violento ao pudor. Em processos existem boletins de ocorrências registrados desde 2009 com mulheres abordadas na Avenida Rodrigo Otávio, nas proximidades de uma universidade particular.

De acordo com a delegada do 16º DIP, ele já havia sido preso uma vez, mas foi liberado pela Justiça.

Casos

De acordo com processos disponíveis no site do TJAM, Alder responde a processos desde 2009. Nos documentos, as mulheres, em sua maioria universitárias de uma faculdade particular, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, denunciaram que o homem as abordava ao oferecer carona informando que também estudava na unidade de ensino.

Em alguns casos, após a recusa da carona, Alder rendia as mulheres simulando estar armado e as obrigava a entrar no carro. Em seguida, as levava para ruas do bairro Mauazinho, na zona leste, onde as estuprava ou as forçava a praticar atos libidinosos.

Alder, segundo consta no TJAM, chegou a ser condenado por estupro em 2012 e foi conduzido ao Hospital de Custódia, após alegar ser uma pessoa com deficiência mental.

(Luiz Eduardo Hayden dos Santos)

(Foto: Raquel Miranda)