O desaparecimento da contadora carioca Michele Santos, de 30 anos, que sumiu após escorregar em uma pedra e cair na Cachoeira do Santuário, em Presidente Figueiredo, ao tentar tirar uma fotografia “selfie”, completou uma semana neste domingo (15).

Hoje, três mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) continuaram os trabalhos em busca de Michele. Quatro guarda-vidas municipais também atuam no local. Veja abaixo um resumo do dia a dia das buscas para encontrar a carioca.

Domingo (8/7)

Por volta de 7h30 do domingo passado (8), Michele escorregou em uma pedra e caiu na Cachoeira do Santuário, um dos principais pontos turísticos de Presidente Figueiredo. O entorno do local onde a carioca escorregou e caiu possui duas placas alertando sobre o perigo de ultrapassar a área, isolada apenas com  fitas e correntes plásticas: “Acesso proibido” e “Cuidado pedras lisas”.

No momento da queda, ela estava acompanhada de uma amiga, que registrou um boletim de ocorrência contando que Michele caiu na cachoeira ao se desequilibrar tentando tirar uma fotografia “selfie”.

Salva-vidas municipais iniciaram as buscas por Michele ainda no domingo.

Segunda-feira (9/7)

O local em que Michele caiu é de difícil acesso e fica entre três grandes pedras a uma altura de 12 metros. Cinco homens do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foram deslocados de Manaus para atuar nas buscas em Presidente Figueiredo.

Quando encerrou o 1º dia de atuação nas buscas por Michele, o Corpo de Bombeiros divulgou que, na manhã seguinte, a procura seria retomada em uma fenda da cachoeira, onde os eles afirmaram ter encontrado indícios de que a jovem poderia estar.

Terça-feira (10/7)

A chuva que atingiu o município de Presidente Figueiredo na manhã de terça-feira atrasou o início das buscas. Com a forte chuva, as condições ficam ainda mais inseguras para o trabalho dos bombeiros.

“Choveu muito durante a noite e o volume da água aumentou consideravelmente. No dia de ontem, eles haviam colocado uma rede para que, caso o corpo fosse arrastado pelas águas, ele ficasse preso naquele ponto. A chuva dificulta o trabalho”, disse, na terça-feira o sargento Denis Ferreira.

Quarta-feira (11/7)

Como as chuvas atrapalharam a procura, os bombeiros anunciaram que iriam entrar nas cavernas da cachoeira para procurar Michelle na quarta-feira. O volume de água e a correnteza dificultaram o acesso a uma espécie de fenda debaixo da pedra que a turista escorreu e caiu. É lá que eles acreditam que o corpo de Michele possa estar preso.

As buscas encerraram por volta das 18h20. A família da carioca acompanhou a procura.

Quinta-feira (12/7)

Mesmo se deparando cada vez com maiores dificuldades na operação, o Corpo de Bombeiros espera, ainda, esgotar todas as possibilidades de resgate antes de suspender as buscas.

“As buscas devem seguir até que se encontre o corpo da vítima, mas esgotando-se todas as possibilidades ou não havendo a possibilidade do resgate, com a autorização da família, encerram-se as buscas”, informou a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros.

Sexta-feira (13/7)

Os trabalhos do dia poderiam ser decisivos, já que a equipe de resgate tentaria explorar a última fenda da cachoeira que ainda não havia sido verificada.

“A probabilidade desse corpo estar nessa fenda é muito grande. Ainda mais agora que a água deu uma abaixada no nível, eles (equipe de resgate) vão aproveitar para tentar acessar esse local”, comentou o sargento Denis Ferreira.

Após uma semana (em dias úteis) de trabalho por parte do Corpo de Bombeiros, o efetivo que atua nas buscas foi trocado.

Sábado (14/7)

Com três mergulhadores do Corpo de Bombeiros e quatro salva-vidas municipais, o trabalho parar procurar Michele é retomado após a troca de equipe. Foram feitas buscas em superfície e submersas ao longo da queda d’água, mas sem resultados. Ao longo dos últimos dias, mesmo com a diminuição do fluxo das águas, não foi encontrado nenhum sinal do corpo da carioca.